
Vício em jogos online: quando o game deixa de ser hobby
Como reconhecer o vício em jogos eletrônicos, especialmente em adolescentes e jovens adultos, e o que diferencia hobby saudável de dependência clínica.
Vício em jogos online (Gaming Disorder) foi reconhecido pela OMS como transtorno mental em 2019. Não é sobre jogar muito; é sobre um padrão em que o jogo passa a ter prioridade sobre outras áreas da vida (escola, trabalho, sono, relações, higiene) e a pessoa não consegue reduzir mesmo quando os prejuízos ficam claros. Aparece com mais frequência em adolescentes e adultos jovens, especialmente homens.
Alguns sinais concretos: jogar mais horas do que planejava e sentir dificuldade em parar; irritação intensa ao ser interrompido; queda importante em rendimento escolar/profissional; abandono de atividades antes prazerosas; noites viradas com queda visível de sono e humor; mentir sobre quanto tempo passa jogando; usar o jogo para escapar de emoções difíceis (ansiedade, tristeza, conflito familiar); ganho de dinheiro real em jogos gera reforço extra e aproxima a dinâmica da ludopatia.
É importante diferenciar de uso saudável. Jogar horas em um fim de semana, participar de comunidades online, gastar dinheiro moderado em jogos, nada disso é vício. O que caracteriza a dependência é a perda de controle e o prejuízo funcional persistente, geralmente por 12 meses ou mais. Em adolescentes, o quadro pode se instalar em menos tempo.
O tratamento envolve psicoterapia (individual e, quando possível, com participação da família), organização de rotina e sono, e, em alguns casos, avaliação psiquiátrica quando há sintomas depressivos ou de ansiedade associados. Adina Rodrigues Oliveira (CRP 08/38454) atende adolescentes e adultos jovens com essa demanda, em Cascavel PR e online. Contato pelo WhatsApp (45) 99948-7505.
Um espaço de escuta pode ser o começo de um outro entendimento.
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