
Relacionamentos: por que os padrões se repetem
Por que padrões afetivos se repetem em vínculos diferentes e o que muda quando esse enredo é elaborado em psicoterapia com escuta psicanalítica.
Muitas mulheres chegam à terapia com uma pergunta parecida: 'por que continuo escolhendo relações que me machucam?'. A queixa pode aparecer em diferentes formas: parceiros indisponíveis, amizades assimétricas, chefes autoritários, dinâmicas familiares que se repetem geração após geração. Nem sempre é falta de discernimento; frequentemente é a repetição de um padrão que a pessoa nem sabe que carrega de si mesma.
A psicanálise chama esse fenômeno de repetição que a gente não percebe: sem trabalho terapêutico, a mente tende a reencenar situações antigas, muitas vezes ligadas a vínculos da infância, na tentativa de dominar aquilo que, no passado, foi vivido de forma passiva. O que parece azar amoroso ou sina afetiva é, na verdade, uma cena que se atualiza porque ainda não foi trabalhada. Perceber isso não elimina o sofrimento imediatamente, mas devolve à pessoa algum grau de controle sobre a sua história.
No trabalho clínico com escuta psicanalítica e olhar simbólico, o foco não é ensinar 'como escolher melhor' nem oferecer roteiros de comunicação assertiva. O percurso é outro: mapear a lógica do seu desejo, reconhecer as figuras internas que orientam as escolhas afetivas e abrir espaço para que outras formas de vínculo se tornem possíveis. É um processo que exige tempo e frequência, mas produz mudanças que se sustentam.
Vale procurar terapia quando os relacionamentos, amorosos, familiares, profissionais, passam a repetir sofrimentos que a pessoa já reconhece e não consegue interromper sozinha. Adina Rodrigues Oliveira (CRP 08/38454) atende mulheres adultas presencialmente em Cascavel PR e online para todo o Brasil, com sessões semanais de 50 minutos. Agendamentos pelo WhatsApp (45) 99948-7505.
Um espaço de escuta pode ser o começo de um outro entendimento.
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