Mulher rolando o feed do celular sentada na cama, expressão pensativa
Vícios · Dependência digital

Redes sociais e autoestima: quando a comparação silenciosa adoece

Adina Rodrigues OliveiraPsicóloga · CRP 08/384543 min de leitura

Como o uso compulsivo de redes sociais adoece a autoestima, especialmente das mulheres, e o que a psicoterapia oferece nesse trabalho.

Poucas coisas adoecem a autoestima feminina hoje como o uso diário e prolongado de redes sociais. A conta é simples e cruel: o algoritmo entrega, dia após dia, as versões mais editadas, mais bem sucedidas e mais bonitas de outras mulheres, e a mente compara isso com o próprio dia real, com a própria pele real, com o próprio corpo real. Ninguém sai ileso desse encontro repetido.

Na clínica, aparece com frequência a queixa: 'eu sei que é editado, mas ainda assim me sinto mal'. Saber, racionalmente, que aquilo é curadoria, não protege da dor emocional. O corpo processa aquelas imagens como comparação real, e o resultado é uma erosão lenta e silenciosa da autoestima, que muitas mulheres carregam sem nomear.

Esse desgaste tende a piorar em fases específicas: pós-parto (corpo em transformação enquanto o feed exibe corpos 'em forma'), fim de relacionamento (feed cheio de casais felizes), transição de carreira (feed cheio de conquistas alheias), luto (feed cheio de comemoração). Reduzir o uso nessas fases não é fraqueza, é higiene mental.

A psicoterapia ajuda a diferenciar o que é comparação com o outro do que é o próprio desejo, a reconstruir referências internas de valor que não dependam de imagem externa e a fazer, aos poucos, escolhas mais conscientes sobre o consumo de redes. Adina Rodrigues Oliveira (CRP 08/38454) atende mulheres nesse trabalho, em Cascavel PR e online. Contato pelo WhatsApp (45) 99948-7505.

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