Casal deitado de costas um para o outro na cama, símbolo de distância na intimidade
Vícios · Pornografia

Pornografia e vida sexual do casal: o que muda quando um dos dois usa demais

Adina Rodrigues OliveiraPsicóloga · CRP 08/384543 min de leitura

Como o uso excessivo de pornografia por um dos parceiros afeta a intimidade do casal, o desejo e a autoestima do outro. Um olhar clínico e não moralista.

Quando o uso de pornografia de um dos parceiros deixa de ser recreativo e passa a ser compulsivo, o casal tende a perceber antes de qualquer diagnóstico: aumenta a distância na cama, o desejo real diminui, a iniciativa some, a mulher (na maioria dos casos que chegam à clínica) começa a se sentir inadequada, comparada, invisível. Muitas vezes ela descobre o uso por acaso, e a conversa que se segue costuma ser um dos momentos mais dolorosos do casamento.

O sofrimento de quem descobre não é ciúme banal, é ferida real de sentir que o desejo do outro foi ancorado em outro lugar. E o sofrimento de quem usa também é real: quase sempre há vergonha, tentativas frustradas de parar, promessas rompidas, sensação de estar dividindo o casamento com um segredo que nem consegue explicar. Culpar não ajuda; escutar, sim.

Na terapia de casal, o trabalho não é policiar o uso de um nem invalidar a dor do outro. É construir um espaço onde os dois possam falar do que cada um estava evitando, o que a pornografia mediava (ansiedade, evitação de intimidade, dificuldade de dizer o que se deseja, uma conversa sexual que nunca aconteceu no casamento) e o que a descoberta convocou de mais fundo (medo de não ser suficiente, insegurança sobre o próprio corpo, tema não elaborado de traição).

Não existe fórmula única. Alguns casais reconstroem a intimidade a partir dessa crise; outros descobrem que o problema era muito maior. O que ajuda é não passar por isso sozinho. Adina Rodrigues Oliveira (CRP 08/38454) atende casais em terapia com essa demanda, em Cascavel PR e online. Contato pelo WhatsApp (45) 99948-7505.

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