
Masturbação compulsiva: quando o alívio vira sintoma
Como diferenciar masturbação como parte saudável da sexualidade da masturbação compulsiva usada como regulador de ansiedade, e o que a psicoterapia oferece.
Masturbação faz parte da sexualidade humana e não é, por si só, sintoma. O que aparece na clínica como sofrimento é outra coisa: um uso compulsivo, repetido várias vezes ao dia, quase sempre como resposta rápida a ansiedade, tédio, tristeza ou frustração, com sensação de alívio momentâneo seguida de culpa ou vazio, e dificuldade crescente de parar mesmo querendo.
Nesses casos, o ato deixou de ser expressão de desejo e virou regulador emocional, um jeito de anestesiar o que aparece quando fica parado consigo. É o mesmo mecanismo do uso compulsivo de comida, álcool, cigarro ou redes sociais: uma via curta e disponível para descarregar tensão que não encontra outro caminho.
O trabalho clínico não é reprimir a sexualidade nem impor abstinência moral. É devolver à pessoa a possibilidade de escutar o que a compulsão estava calando: uma ansiedade não nomeada, uma solidão constante, um trauma que nunca foi elaborado, uma sensação de inadequação que aparece nos intervalos do dia. Quando essas questões começam a ter palavra, a compulsão perde parte do peso.
Se você reconhece esse padrão em si e sente que isso está causando sofrimento, saber que é um sintoma tratável já muda algo. Adina Rodrigues Oliveira (CRP 08/38454) atende adultos com essa demanda, com escuta clínica e sem julgamento moral, em Cascavel PR e online. Contato pelo WhatsApp (45) 99948-7505.
Um espaço de escuta pode ser o começo de um outro entendimento.
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