
Filhos de pais alcoolistas: a herança emocional que ninguém nomeia
Como crescer com pai ou mãe alcoolista deixa marcas emocionais na vida adulta, mesmo em quem 'saiu bem', e o que a psicoterapia oferece nesse trabalho.
Filhos de pais alcoolistas costumam chegar à terapia por outros motivos: ansiedade, dificuldade em relacionamentos, sensação crônica de estar 'no controle de tudo', medo do conflito, culpa que aparece do nada. Só depois de algumas sessões, a bebida do pai (ou da mãe) surge na conversa, muitas vezes com a ressalva de que 'já superei'. Raramente se superou; quase sempre se aprendeu a conviver com dor sem nomear.
Crescer em uma casa em que um dos adultos bebe adoece a infância de modos previsíveis: hipervigilância (ler o clima da sala assim que chega em casa), responsabilização precoce (assumir papéis de adulto ainda pequeno), dificuldade em confiar, expectativa de que tudo pode dar errado a qualquer momento, tendência a se anular para não gerar conflito, ou o oposto, revolta constante. Nada disso é falha de caráter; é adaptação legítima a um ambiente instável.
Na vida adulta, essas marcas aparecem em relações amorosas (escolha repetida de parceiros que exigem cuidado), no trabalho (excesso de responsabilidade e dificuldade em delegar), na maternidade/paternidade (medo de repetir o que se sofreu) e na relação com a própria bebida, seja com abstinência total, seja com risco aumentado de dependência.
A psicoterapia oferece um espaço para dar nome ao que ficou sem palavra na infância, chorar o que não pôde ser chorado na época, e devolver ao adulto de hoje a possibilidade de escolher, em vez de repetir. Adina Rodrigues Oliveira (CRP 08/38454) atende esse trabalho em Cascavel PR e online. Contato pelo WhatsApp (45) 99948-7505.
Um espaço de escuta pode ser o começo de um outro entendimento.
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