Mulher olhando pela janela em silêncio, símbolo de reflexão dentro do casamento
Vícios · Alcoolismo

Casamento com alcoolista: até onde sustentar e quando cuidar de si

Adina Rodrigues OliveiraPsicóloga · CRP 08/384543 min de leitura

Como fica o casamento quando um dos dois bebe demais, por que a lógica de 'salvar' o outro adoece quem cuida e onde a mulher recupera a própria escuta.

Muitas mulheres chegam à terapia depois de anos organizando o casamento em torno da bebida do marido: administrar o humor, esconder das crianças, cobrir compromissos, pedir para diminuir, ameaçar, perdoar, recomeçar. É um ciclo que promete que 'desta vez vai ser diferente' e quase nunca é. Enquanto isso, ela perde peso, o sono, o desejo, o riso. E, ao dizer isso em voz alta, sente culpa, como se estivesse traindo o casamento por reconhecer o próprio esgotamento.

Vale nomear com clareza: você não é responsável por curar o alcoolismo do outro. Pode oferecer apoio, sustentar limites, procurar informação, pedir tratamento, mas não pode fazer o tratamento por ele. O adulto que bebe é quem precisa aceitar cuidar. Assumir esse papel de terapeuta do parceiro é uma armadilha comum e produz esgotamento crônico, ressentimento e, com frequência, adoecimento físico e emocional em quem cuida.

Cuidar de si não significa abandonar; significa parar de se anular. Envolve, muitas vezes, buscar terapia individual, se reconectar com amigas e trabalho, proteger recursos financeiros comuns, e conversar com a família (irmãos, filhos adultos, amigos) para não carregar tudo sozinha. A partir desse cuidado consigo, aparece com mais clareza a pergunta que estava paralisada: até onde eu quero, e consigo, continuar aqui?

Não existe resposta única para essa pergunta. Existe o direito de fazê-la sem culpa, com escuta. Adina Rodrigues Oliveira (CRP 08/38454) atende mulheres em casamentos atravessados por alcoolismo do parceiro, em Cascavel PR e online. Contato pelo WhatsApp (45) 99948-7505.

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