
'Bebo todo dia, mas nunca me embriago': o alcoolismo funcional
O que é alcoolismo funcional, por que ele passa despercebido por anos e como reconhecer que o consumo diário 'sob controle' já é dependência.
Existe um perfil de dependência que escapa dos estereótipos: o alcoólico funcional. É a pessoa que trabalha bem, cumpre compromissos, sustenta a família, dirige, nunca se embriaga em público, e por isso conclui que 'não tem problema'. Só que bebe todo dia. Duas doses viraram três, três viraram quatro, e há anos o corpo não passa 24 horas sem álcool. Do ponto de vista clínico, isso é dependência, ainda que os prejuízos visíveis demorem a aparecer.
A armadilha do alcoolismo funcional está justamente na eficiência. Como nada 'desmoronou' ainda, a pessoa e a família minimizam. Compara-se ao pai que bebia até cair, ao colega que perdeu emprego, e conclui: 'não sou como eles'. Mas o critério clínico não é o escândalo, é a perda da liberdade em relação à substância: você ainda consegue passar uma semana sem beber e ficar bem, sem ansiedade, sem irritação, sem contar as horas até o próximo copo?
Homens em cargos de responsabilidade, especialmente entre 35 e 55 anos, formam boa parte desse perfil. A bebida vira o único momento de trégua no dia, o marcador de 'agora acabou o trabalho', o companheiro de sono. Quando aparece o pedido de ajuda, quase sempre é porque o corpo começou a cobrar: pressão alta, esteatose hepática, insônia rebote, ansiedade matinal, ou porque a esposa disse que não aguenta mais.
Reconhecer alcoolismo funcional a tempo evita anos de adoecimento silencioso. Adina Rodrigues Oliveira (CRP 08/38454) atende homens adultos em processo de reavaliação do uso de álcool, em Cascavel PR e online. Contato pelo WhatsApp (45) 99948-7505.
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