Copo de bebida sobre mesa em ambiente escuro, símbolo do consumo silencioso de álcool
Vícios · Alcoolismo

Alcoolismo: quando a bebida deixa de ser social e vira problema

Adina Rodrigues OliveiraPsicóloga · CRP 08/384543 min de leitura

Como diferenciar consumo social de dependência alcoólica, quais sinais clínicos observar e por que o alcoolismo raramente se anuncia com escândalo.

O alcoolismo raramente começa como escândalo. Começa como hábito. A taça diária depois do trabalho para 'relaxar', a cerveja de sexta que virou de quinta e depois de quarta, o vinho para dormir, a dose escondida antes de encarar reunião difícil. Quando a pessoa percebe, a bebida deixou de ser escolha e virou necessidade, e o ritual de 'só uma' quase nunca é só uma.

Alguns sinais clínicos que diferenciam consumo social de dependência: aumento da tolerância (precisa beber mais para sentir o mesmo efeito), sintomas físicos ao ficar sem beber (ansiedade, insônia, sudorese, tremor), tentativas frustradas de reduzir, beber sozinho, esconder quanto bebe, sentir culpa depois, comprometer compromissos importantes por causa da bebida ou da ressaca. Não é preciso 'bater no fundo do poço' para reconhecer que existe um problema.

Culturalmente, no Brasil, o álcool é o vício mais aceito e o mais subestimado. Colegas riem, família minimiza, o próprio bebedor se compara com casos piores para se tranquilizar. Esse ambiente adia o pedido de ajuda por anos. Enquanto isso, o consumo vai adoecendo o corpo (fígado, coração, sono, memória) e as relações, especialmente com quem convive.

O tratamento envolve psicoterapia, avaliação médica e, muitas vezes, grupos de apoio (como o AA, gratuito e sigiloso). Não é preciso ter certeza absoluta para procurar. Adina Rodrigues Oliveira (CRP 08/38454) atende adultos em sofrimento ligado ao uso de álcool, em Cascavel PR e online. Contato pelo WhatsApp (45) 99948-7505.

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