
Meu filho adolescente não larga o celular: e agora?
Como pais podem agir quando o adolescente apresenta uso compulsivo de celular, jogos ou redes sociais. O que ajuda, o que piora e quando procurar psicoterapia.
Uma das queixas mais frequentes de pais na clínica hoje é o uso excessivo de celular, jogos ou redes sociais pelos filhos adolescentes. As brigas se repetem: tira o celular, o filho grita, devolve, ele isola de novo. E a sensação da família é de estar perdendo o adolescente para uma tela que ninguém consegue disputar.
Alguns sinais que merecem atenção clínica, e não só bronca: queda importante nas notas, abandono de atividades que antes davam prazer, isolamento social crescente (deixar de sair, deixar de responder amigos presenciais), sono desregulado com noites viradas jogando ou em redes, irritação intensa ou choro ao ficar sem o aparelho, mentiras recorrentes sobre tempo de uso, humor persistentemente triste ou ansioso.
O que costuma ajudar: manter combinados claros e realistas (não é possível zerar o uso, e o proibicionismo total costuma piorar), garantir um mínimo de higiene do sono (celular fora do quarto à noite), não usar a tela como principal ferramenta de castigo/recompensa, e cuidar do vínculo (conversas sobre a vida do adolescente que não sejam sobre o celular). O que costuma piorar: gritos, humilhação pública, ameaças que não se cumprem, e comparar com o filho de outra pessoa.
Quando os sinais persistem por meses, ou vêm junto com tristeza, ansiedade, autolesão ou isolamento importante, é hora de procurar psicoterapia para o adolescente, e, com frequência, um espaço de escuta para os pais. Adina Rodrigues Oliveira (CRP 08/38454) atende adolescentes e famílias em Cascavel PR e online. Contato pelo WhatsApp (45) 99948-7505.
Um espaço de escuta pode ser o começo de um outro entendimento.
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